Nove homens e uma mulher... (2010-05-26)
... que marcaram a história de Moçambique são recordados em Nacionalistas de Moçambique.
Nacionalistas
de Moçambique, de Dalila Cabrita Mateus e Álvaro Mateus,
aborda a vida política de dez pessoas que deixaram a sua marca na história
de Moçambique. Uns desconhecidos ou quase desconhecidos. Outros conhecidos
na sua vida literária ou artística, mas menos conhecidos como nacionalistas.
E ainda outros, a justificar que se volte a sublinhar o seu contributo para a
luta de libertação nacional.
Hoje, quarenta e cinco anos decorridos sobre o início da luta armada,
conquistada a independência e ultrapassada a guerra civil assim como outros
obstáculos ao desenvolvimento, o povo moçambicano vive em paz,
consolida a democracia e afirma a sua identidade na arena internacional. Dalila
Cabrita Mateus e Álvaro Mateus consideraram ser esta uma boa altura para
eternizar, num livro, a vida de Noémia, Bucuane, Rangel, Balamanja, M’Boa,
Malangatana, Mulenza, Nogar, Manganhela e Mabote, dez nacionalistas que lutaram
para que o seu povo pudesse viver em paz, com liberdade e prosperidade
Dalila Cabrita Mateus, nascida em Viana do Castelo, é licenciada em
História, mestra em História Social Contemporânea e doutora
em História Moderna e Contemporânea. Investigadora do Centro de
Estudos de História Contemporânea Portuguesa (ISCTE), é
também consultora do Projecto "ALUKA"
(EUA). Tem participado em conferências e colóquios, nacionais e
internacionais, sobre a problemática das lutas de libertação
nacional. É autora ou co-autora de vários livros ligados à
temática da Guerra Colonial.
Álvaro Mateus nasceu em Moçambique. Estudante universitário
em Lisboa, foi dirigente da Casa dos Estudantes do Império. Nos primeiros
anos de guerra colonial, promoveu e coordenou um jornal clandestino contra o
colonialismo e a guerra. Ao longo da vida foi quadro político, jornalista,
locutor, publicista e tradutor, advogado e professor.
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